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O paradoxo da proteção: a Lei Maria da Penha entre o avanço legal e a falha sistêmica

Ingrid Costa de Aquino

 Advogada especialista em Direito Administrativo, com atuação na Administração Pública, especialmente nas áreas de contratações públicas, licitações, governança e integridade institucional. Escritora e palestrante, desenvolve pesquisas voltadas à efetividade das políticas públicas e à proteção de direitos fundamentais.

 

O mito da proteção: por que a violência contra a mulher continua crescendo no Brasil?

Nos últimos anos, o Brasil avançou de forma significativa no campo legislativo voltado à proteção das mulheres. A Lei Maria da Penha, reconhecida internacionalmente como uma das legislações mais avançadas no enfrentamento da violência doméstica, consolidou um marco jurídico importante ao instituir mecanismos voltados à prevenção, punição e enfrentamento desse tipo de violência.

Apesar desse avanço normativo, a realidade brasileira continua revelando um cenário preocupante, incompatível com os efeitos esperados de uma legislação tão robusta.

Os índices de violência contra a mulher permanecem elevados e, em muitos casos, seguem em crescimento. Os dados mais recentes indicam não apenas a persistência da violência doméstica, mas também o aumento dos casos de feminicídio, frequentemente marcados por extrema brutalidade.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025 foram registradas 1.568 vítimas de feminicídio no país, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Os números revelam ainda um recorte racial alarmante: 62,6% das vítimas são mulheres negras, evidenciando a desigualdade estrutural e a maior vulnerabilidade socioeconômica enfrentada por essa parcela da população, muitas vezes com menor acesso a redes de proteção e a políticas públicas eficazes. Em 16 unidades da federação analisadas, 13,1% das vítimas possuíam Medida Protetiva de Urgência vigente no momento do crime. Estados como Acre (25%), Mato Grosso (22,2%) e São Paulo (21,7% na capital) apresentaram percentuais acima da média.

Esses dados revelam uma contradição evidente: embora o país disponha de um arcabouço legal avançado, persistem falhas relevantes na implementação das políticas públicas, especialmente no que se refere à fiscalização e ao cumprimento das medidas protetivas.

A proteção das mulheres não depende apenas da existência da lei, mas da efetividade dos mecanismos responsáveis por sua aplicação. Delegacias especializadas insuficientes, sobrecarga do sistema judicial, dificuldades na execução das medidas protetivas e fragilidades na articulação da rede de proteção acabam produzindo lacunas institucionais que comprometem a segurança das vítimas.

Nesse contexto, mulheres que procuram ajuda do Estado muitas vezes permanecem expostas ao agressor, seja pela demora na análise das medidas protetivas, seja pela dificuldade de fiscalização dessas decisões. Essa fragilidade institucional contribui para a percepção de impunidade e pode estimular a continuidade e a escalada da violência.

Somam-se a esse quadro barreiras culturais que ainda dificultam a denúncia. O medo, a dependência econômica, a vergonha e a desconfiança nas instituições continuam sendo obstáculos enfrentados por muitas vítimas, contribuindo para a subnotificação dos casos.

Diante desse cenário, torna-se evidente que o enfrentamento da violência contra a mulher exige mais do que avanços legislativos. A efetividade da lei depende da capacidade institucional de garantir sua aplicação, o que envolve o fortalecimento das estruturas de proteção, a ampliação da rede de atendimento especializado e o desenvolvimento de políticas públicas capazes de enfrentar as raízes sociais da violência de gênero.

A legislação constitui instrumento fundamental, mas sua eficácia está diretamente relacionada à capacidade do Estado e da sociedade de transformá-la em proteção concreta. Uma legislação avançada só cumpre sua função quando se traduz em proteção real. Enfrentar o feminicídio no Brasil exige mais do que o endurecimento de penas. Exige capilaridade territorial das políticas públicas, monitoramento eficaz das medidas protetivas, investimento contínuo e compromisso institucional permanente.

Se o Brasil avançou na construção de um marco legal relevante, o desafio agora é garantir que a proteção prevista na Lei Maria da Penha alcance efetivamente todas as mulheres. Enquanto houver mulheres vítimas das falhas da proteção estatal, não se poderá falar em política pública plenamente eficaz.


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COMPLIANCE EM TERRITÓRIOS DE RISCO: OS DESAFIOS DA INTEGRIDADE CORPORATIVA DIANTE DA INFILTRAÇÃO DE FACÇÕES CRIMINOSAS NAS ESTRUTURAS ECONÔMICAS

Jacqueline Beltrami de Jesus

Diretora do Grupo LJ, Sócia do Escritório De Jesus e Beltrami Advogados Associados, Especialista em Compliance pela Universidade da Pensilvânia no EUA e pela Dom Cabral. Autora de Diversos Livros pela Editora Mente Aberta.

 

Nas últimas décadas, o crime organizado deixou de atuar exclusivamente na esfera ilícita para estabelecer presença crescente na economia formal, criando desafios complexos para a governança corporativa e para os programas de compliance.

No Brasil, essa transformação tornou-se particularmente visível com a expansão de facções criminosas que passaram a operar como verdadeiras estruturas empresariais, utilizando empresas, fundos de investimento e instituições financeiras para lavar recursos ilícitos e consolidar poder econômico. Esse fenômeno evidencia que a integridade corporativa não é mais apenas uma questão interna das organizações, mas também um tema estratégico de segurança econômica e institucional.

Dados recentes demonstram a dimensão do problema. Estimativas indicam que organizações criminosas movimentam valores equivalentes a cerca de 3% do Produto Interno Bruto brasileiro, considerando atividades que vão desde o narcotráfico até esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro e infiltração em setores econômicos formais. Além disso, estudo técnico da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a presença dessas organizações na economia formal alcançou R$ 453,5 bilhões em movimentações financeiras apenas em 2022, com atuação identificada em 16 setores econômicos, gerando impactos relevantes sobre a competitividade empresarial e sobre o ambiente de negócios.

Investigações recentes reforçam que essa infiltração ocorre por meio de estruturas corporativas aparentemente legítimas. Operações conduzidas por autoridades brasileiras revelaram redes criminosas envolvendo postos de combustíveis, fintechs, fundos de investimento e empresas de transporte, utilizadas para ocultar a origem ilícita de recursos e integrá-los ao sistema econômico formal. Em um desses esquemas, investigou-se a movimentação de mais de R$ 46 bilhões por meio de plataformas financeiras utilizadas como “bancos paralelos”, evidenciando o grau de sofisticação das estratégias empregadas pelas facções.

A crescente sofisticação das organizações criminosas demonstra que muitas delas passaram a adotar estruturas administrativas e mecanismos internos que se assemelham, em certa medida, aos sistemas de governança utilizados por empresas formais, como a divisão hierárquica de funções, controle financeiro, regras internas de conduta e mecanismos de fiscalização destinados a garantir a disciplina e a continuidade das atividades ilícitas.

No caso do Primeiro Comando da Capital (PCC), por exemplo, estudos acadêmicos e investigações judiciais identificaram a existência de regras internas conhecidas como “estatuto” ou “sintonia”, que estabelecem parâmetros de conduta, formas de resolução de conflitos e padrões de lealdade entre os integrantes. De forma semelhante, o Comando Vermelho também desenvolveu estruturas organizacionais e mecanismos de controle interno que permitem a coordenação de atividades ilícitas em diferentes territórios e setores econômicos.

Esse fenômeno revela uma realidade paradoxal: enquanto organizações criminosas aprimoram seus mecanismos de gestão, disciplina interna e controle financeiro, muitas empresas ainda tratam o compliance como uma obrigação meramente formal ou documental.

Nesse contexto, os programas de compliance precisam evoluir para além do cumprimento normativo tradicional, incorporando mecanismos robustos de due diligence, monitoramento contínuo de parceiros comerciais, análise de risco territorial e instrumentos eficazes de prevenção à lavagem de dinheiro. A complexidade das estruturas utilizadas pelo crime organizado exige que as empresas adotem uma abordagem preventiva e estratégica de gestão de riscos, capaz de identificar não apenas irregularidades internas, mas também vulnerabilidades presentes em toda a cadeia de valor.

A análise de risco territorial também passa a desempenhar papel relevante. Empresas que atuam em determinadas regiões podem estar expostas a contextos socioeconômicos nos quais organizações criminosas exercem influência direta ou indireta sobre atividades econômicas locais. Avaliar esses fatores permite que a organização compreenda melhor o ambiente em que opera e desenvolva estratégias específicas de mitigação de riscos, como controles adicionais sobre operações financeiras, monitoramento de cadeias logísticas e fortalecimento da governança em unidades localizadas em áreas sensíveis.

A adoção de políticas de identificação de clientes e parceiros, o monitoramento de movimentações financeiras e a implementação de procedimentos de reporte de operações suspeitas são medidas essenciais para evitar que empresas legítimas sejam instrumentalizadas por estruturas criminosas. No Brasil, esse conjunto de práticas dialoga diretamente com os parâmetros estabelecidos por órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e com as diretrizes da Lei nº 9.613/1998, que disciplina os crimes de lavagem de dinheiro e estabelece mecanismos de prevenção e controle.

Diante desse cenário, torna-se evidente que o compliance contemporâneo precisa assumir um caráter proativo e estratégico, ampliando seu campo de atuação para além do cumprimento formal de normas. Programas de integridade bem estruturados devem ser capazes de antecipar riscos, fortalecer a governança corporativa e criar barreiras institucionais contra a infiltração de estruturas ilícitas no ambiente empresarial.

Assim, em um contexto no qual o crime organizado demonstra crescente capacidade de adaptação e sofisticação, o fortalecimento dos mecanismos de compliance representa não apenas uma exigência regulatória, mas um instrumento essencial de proteção institucional.

Empresas que investem na consolidação de programas de integridade robustos contribuem não apenas para a preservação de sua própria reputação e sustentabilidade econômica, mas também para o fortalecimento de um ambiente de negócios mais transparente, seguro e comprometido com a legalidade.


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REPRESENTAÇÃO OU TOKENISMO NA DIVERSIDADE CORPORATIVA

Jacqueline Beltrami de Jesus

Diretora do Grupo LJ, Sócia do Escritório De Jesus e Beltrami Advogados Associados, Especialista em Compliance pela Universidade da Pensilvânia no EUA e pela Dom Cabral. Secretária Geral da Comissão de Igualdade Racial OAB/SP.

  No dia 25 de julho celebramos o Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, devemos aproveitar a data e olhar para os bastidores do poder corporativo e perguntar: onde estão as mulheres negras quando o assunto é ética, liderança e integridade organizacional?

  No Brasil, esse marco nos lembra que, embora sejamos a base da pirâmide social – como força de trabalho, como sustentação das famílias e como guardiãs da memória coletiva – seguimos invisibilizadas nos espaços de decisão. E essa exclusão se torna ainda mais grave quando olhamos para áreas como o compliance e a governança corporativa, que deveriam, por definição, garantir a integridade, a equidade e a justiça nas organizações.

  No entanto, as estatísticas gritam: menos de 1% dos cargos de liderança em compliance e conselhos de administração no Brasil são ocupados por mulheres negras. Um paradoxo cruel em um país onde mulheres negras representam mais de 28% da população, segundo o IBGE e o Informe do Ministério de Igualdade Racial.

  A área de compliance se estruturou no Brasil a partir de marcos regulatórios que respondem a escândalos de corrupção, à pressão internacional e à busca por ambientes corporativos mais éticos. O discurso de integridade que não inclui mulheres negras em sua base, formação, implementação e fiscalização não é apenas insuficiente — é conivente com a desigualdade histórica.

  Como esperar que programas de integridade funcionem de fato se não reconhecem os privilégios e exclusões dentro da própria estrutura? Quando uma empresa afirma ter um sistema ético robusto, mas nunca contratou uma mulher negra para o seu conselho, está realmente praticando integridade ou apenas gerenciando imagem?

  Nos raros casos em que mulheres negras ocupam espaços de governança, muitas vezes são colocadas em posições isoladas, sem apoio, sem redes e sem real capacidade de decisão.

  O tokenismo – prática de incluir alguém apenas para "cumprir uma cota simbólica" – se impõe como uma armadilha cruel. Há violência também no convite sem suporte, na inclusão sem escuta, na vitrine sem poder.

  E é nesse ponto que se torna fundamental falar de compliance interseccional: um modelo que reconheça que ética institucional passa por gênero, raça, classe e território. Que entenda que mulheres negras não são apenas vítimas de desigualdades, mas protagonistas de soluções inovadoras, gestoras de conflitos, líderes natas.

  Se as empresas e instituições públicas desejam de fato cumprir os princípios ESG, se querem implementar programas de integridade sólidos, precisam ir além do discurso. Precisam criar metas antirracistas, revisar seus processos de seleção e promoção, incluir lideranças negras na formulação das diretrizes e ouvir quem tem sido historicamente silenciada.

  O futuro da integridade corporativa passa, necessariamente, pela presença, escuta e protagonismo das mulheres negras. Sem isso, qualquer discurso sobre ética será apenas mais uma narrativa confortável para quem sempre teve o privilégio de decidir.

 

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Prazer, ...

 

Jacqueline Beltrami de Jesus 

Diretora do Grupo LJ, Sócia do Escritório De Jesus e Beltrami Advogados Associados, Especialista em Compliance pela Universidade da Pensilvânia no EUA e pela Dom Cabral. Secretária Geral da Comissão de Igualdade Racial OAB/SP.

 

O despertador toca. Sempre cedo demais. A primeira batalha do dia é contra o próprio corpo, que pede mais cinco minutos, mas a vida não espera. Levanto. E dói. Mas ninguém sabe.

Vivo com dores que não sei de onde vêm. Talvez seja o peso da postura errada na cadeira. Talvez seja o estresse acumulado nas vértebras, o desgaste de carregar tantas versões de mim mesma. Talvez seja uma doença que ninguém descobriu. Talvez seja só ser mulher.

Sou muitas. Mulher, advogada, empresária, diretora, professora, palestrante, mãe de pet. São tantos papéis que, às vezes, me pergunto se ainda existe um "eu" por trás deles ou se me tornei apenas o reflexo das funções que desempenho.

"Você precisa de um hobby", dizem. Como se houvesse tempo. Como se, entre reuniões, decisões, planilhas, e-mails, sobrássemos nós. O que sobra é o cansaço. E a culpa. Porque nos ensinaram que devemos dar conta de tudo – do trabalho, da casa, das emoções, das expectativas. E, se algo escapa, sentimos que falhamos.

Viver é um check-list infinito. Ser mulher, então, é viver sob vigilância constante. O peso da aparência, da conduta, da fala, da roupa, do tom de voz. Forte, mas não dura. Inteligente, mas sem ser arrogante. Independente, mas sem incomodar. Bonita, mas sem exagerar. Seja tudo, mas não demais.

E no meio dessa maratona invisível, existe o medo. O medo que aprendemos a carregar desde meninas. O medo que molda nossos passos e nossas escolhas. O medo que nos faz atravessar a rua quando vemos um grupo de homens. O medo que nos faz enviar mensagens de "cheguei" como se a porta de casa fosse uma linha de chegada. O medo que nos torna estatística. O medo, companheiro eterno de nós mulheres.

A cada notícia de feminicídio, a cada caso de violência, vem o arrepio na espinha. Mais uma. Poderia ser eu. Poderia ser qualquer uma de nós. Porque não importa o quão forte sejamos, não importa quantas versões de nós mesmas existam, ainda somos mulheres em um mundo que não nos protege. Ainda somos um pequeno fragmento entre as vítimas.

E, mesmo assim, seguimos. Porque precisamos. Porque há prazos, reuniões, contas a pagar, sonhos a realizar. Porque em casa tem o Fred me esperando. Ah o Fred...

Quando abro a porta e vejo seus olhos brilhantes, algo dentro de mim desacelera. Ele corre até mim, feliz, sem saber do peso que carrego. Quando afundo os dedos no seu pelo loirinho e macio, sinto a realidade se dissolver, ainda que por alguns minutos. No olhar dele, encontro um tipo de paz que o mundo lá fora não me dá. No carinho que trocamos, sei que, para ele, eu sou o mundo. E, para mim, ele é o meu. E eu volto a ser a minha primeira versão, e lembro que ainda existo.

Ser mulher é viver na corda bamba entre o medo e a coragem, entre a exaustão e a resistência.

E amanhã o despertador toca de novo. E eu levanto.

Prazer, Jacqueline. Mulher.


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  23.ª edição do maior e mais tradicional festival de cinema promovido em Sergipe


A 23.ª edição do maior e mais tradicional festival de cinema promovido em Sergipe, o Curta-SE, exibe nesta edição o videoclipe (Anjo de Barro - Menina miragem), de Eudaldo Monção Jr. e Ionã Scarante, ambos da cidade de Nazaré,  Bahia.

Na terça-feira, 14 de janeiro de 2025, a programação do Curta-SE 23.ª edição acontece no Cine Vitória, localizado na Rua do Turista, no centro de Aracaju. Neste espaço acontece a Mostra Competitiva do festival, nos turnos da tarde e noite, nas categorias trailer, websérie, vídeo de bolso, videoclipe e longas.

A entrada é franca.

O videoclipe animado intitulado Anjo de Barro, dirigido e roteirizado por Eudaldo Monção Jr. e Ionã Scarante é baseado no livro de mesmo nome da autora Ionã Scarante, publicado em 2022, pela Editora Mente Aberta. A obra apresenta a canção (Menina miragem), de autoria de José Carlos Sampaio Cardoso, interpretada pela cantora Nazarena Miriam Nascimento, com a participação especial das crianças Maria Flor Scarante Nazaré (filha da autora do livro) e Arthur Scarante Cardoso (sobrinho da autora do livro e sobrinho do compositor da canção). A música foi gravada no Kabedal Studio, situado na cidade de Nazaré.

Anjo de Barro é uma história com feição de lenda, na qual personagens reais são mesclados à magia da personagem Santinha (menina ou anjo?). O projeto é uma realização Memorabilia Filmes e Meyjor Criações, ilustrado por Débora Ayane Caitano e animado por Tom Meyjor.

Para mais informações, acesse: https://curtase.com.br/curta-se-23-divulga-programacao-especial-que-acontece-de-11-a-15-de-janeiro/


Material cedido à Editora Mente Aberta pela autora do livro Anjo de Barro, Ionã Scarante.

Aproveite para adquirir o livro em: https://www.editoramenteaberta.com.br/anjo-de-barro.




 Videoclipe infantil dirigido por Eudaldo Monção Jr. e Ionã Scarante estreia

 no mês da criança, na Bahia e no exterior


Material cedido à Editora Mente Aberta pela autora do livro Anjo de Barro, Ionã Scarante.


O videoclipe animado intitulado Anjo de Barro, dirigido e roteirizado por Eudaldo Monção Jr. e Ionã Scarante é baseado no livro de mesmo nome da autora Ionã Scarante, publicado em 2022, pela Editora Mente Aberta. A obra apresenta a canção (Menina miragem), de autoria de José Carlos Sampaio Cardoso, interpretada pela cantora Nazarena Miriam Nascimento, com a participação especial das crianças Maria Flor Scarante Nazaré (filha da autora do livro) e Arthur Scarante Cardoso (sobrinho da autora do livro e sobrinho do compositor da canção). A música foi gravada no Kabedal Studio, situado na cidade de Nazaré.

Anjo de Barro é uma história com feição de lenda, na qual personagens reais são mesclados à magia da personagem Santinha (menina ou anjo?). O projeto é uma realização Memorabilia Filmes e Meyjor Criações, ilustrado por Débora Ayane Caitano e animado por Tom Meyjor.

A obra terá lançamento internacional na cidade de Manágua, Nicarágua, no dia 10 de outubro, às 10h (horário local), na UNAN - Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua, com exibição seguida de debate com o diretor Eudaldo Monção Jr.

Na Bahia, a obra terá seu lançamento na Flica - Festa Literária Internacional de Cachoeira, no dia 17 de outubro, às 15h, no Auditório do CAHL Centro de Artes Humanidades e Letras da UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, durante o encontro (Recôncavo de Histórias), programação integrante da Fliquinha, que contará com participação de Ionã Scarante, diretora do videoclipe e autora do livro (Anjo de Barro).

No dia 07 de novembro, o videoclipe será exibido na vila de Maragogipinho em Aratuipe/BA, na Olaria Família Nazaré, a partir da 17hs, no contexto do (Curso de modelagem e fabricação de caxixi), que proporcionará um espaço de apresentação de obras audiovisuais, que utilizem o artesanato baiano feito com barro como referência. Na ocasião, acontecerá também o (Workshop literatura, ilustração, canção e animação), com a participação dos diretores Eudaldo Monção Jr. e Ionã Scarante.

O trabalho artesanal feito com a argila, pelas mãos habilidosas dos mestres e mestras ceramistas da comunidade tradicional de Maragogipinho (Aratuípe-BA), é apresentado ao público sob os olhos dessa “menina-miragem”, que distribuía beleza e encanto no ambiente do barro. Numa atmosfera lúdica e mítica, Santinha nos pega pela mão, feito criança arteira querendo mostrar um feito, e nos convida para brincar em outro espaço-tempo.

O videoclipe apresenta um pouco do cotidiano vivido pelos artesãos e artesãs da comunidade de Maragogipinho, convidando a todos a adentrarem no universo mágico da história e a visitarem a comunidade artesã e conhecerem os artistas e seu processo de criação. Além disso, a personagem Santinha também apresenta a Feira de Caxixis de Nazaré, cidade do Recôncavo Baiano.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal.

Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

 

Serviço:

Lançamento internacional do videoclipe Menina miragem (Anjo de Barro)

Data: 10/10 às 10h (hora local)

Local: UNAN - Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua, Managua, Nicarágua.

  

Lançamento do videoclipe Menina miragem (Anjo de Barro) durante a Flica

Data: 17/10 à 15h

Local: Auditório do CAHL Centro de Artes Humanidades e Letras da UFRB, Cachoeira/BA.

  

Exibição do videoclipe e realização do Workshop literatura, ilustração, canção e animação

Data: 07/11 à 17h

Local: Olaria Família Nazaré, Maragogipinho, Aratuípe/BA.

  

Acompanhe pelo instagram:  https://www.instagram.com/anjodebarrofilme

 

MENINA MIRAGEM ( José Carlos Sampaio Cardoso)

 

Vou lhe contar a história da bela e faceira Santinha.

Uma menina miragem, doce anjinho de luz.

Ela foi feita do barro de Maragogipinho,

uma garotinha encantada, que a todos seduz.

 

A Santinha chegou, chegou, chegou,

ela veio trazer sua mensagem de amor.

 

Os seus olhinhos brilhavam mais que estrelas no céu,

Lembrança dos antepassados, um povo que muito lutou.

Na beira do rio Jaguaripe, ela entoava cantigas

que atraíam os peixinhos pra rede do pescador.

 

A Santinha cantou, cantou, cantou,

lançando no ar sua mensagem de amor.

 

De olaria em olaria, fazia suas travessuras,

mas sempre alegre e meiga, sorrisos sempre espalhou.

Tendo cumprido sua sina, no pó da estrada sumiu,

dizem um anjinho de asas, a boneca de barro virou.

 

A Santinha voou, voou, voou,

espalhando no mundo sua mensagem de amor.

 

A Santinha chegou, chegou, cantou, voou, voou,

espalhando no mundo sua mensagem de amor.

 

A Santinha chegou, chegou, cantou e depois voou,

espalhando no mundo sua mensagem de amor.


Acesse e confira em: https://www.editoramenteaberta.com.br/anjo-de-barro



Segundo livro infantil da escritora foi lançado no evento que ocorreu no Centro Histórico de Salvador

  

A escritora Ionã Scarante lançou seu segundo livro infantil "Quer desenhar comigo?" durante a Flipelô 2024, no espaço em homenagem à escritora Mabel Veloso, na Praça das Artes. A obra convida os e as pequenos e pequenas leitores/as para conhecerem um universo divertido repleto de desenhos que foram inspirados nas criações dos filhos da autora. 

Natural de Nazaré das Farinhas, Ionã veio para a capital com a família participar da Flipelô. “Foi um encontro que encheu meu coração de encantamento. Escrever para as infâncias é uma experiência motivadora, cada vivência ou mesmo uma pergunta feita por uma criança, podem ser motes para uma nova história", comemorou a educadora que ressalta a importância da literatura infantil para o desenvolvimento das crianças. "Além do prazer da leitura, os livros são um convite para acessar mundos imaginários, que podem ser a chave para um bom aprendizado escolar e, sobretudo, contribuem com a humanização do indivíduo”, destacou a autora.

“Quer desenhar comigo? É um delicioso convite para colorir junto e, com muita criatividade, encher de alegria e cor tudo ao nosso redor.

Flor, a pequena artista da história, é uma menina que ama desenhar e pintar. Seus desenhos são declarações de amor. Ela presenteia a mamãe, o papai, o irmãozinho, a titia e os avós com seus lindos desenhos.

Um livro cheio de afeto e que nos mostra que a alegria e espontaneidade da infância transformam uma simples folha de papel (e as nossas vidas) em algo mágico!”







Acesse e confira em: https://www.editoramenteaberta.com.br/quer-desenhar-comigo

 

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Quase todos nós desejamos escrever um livro – se é que já não o temos pronto, numa gaveta ou numa pasta digital. Além de obras pessoais completas, participação em antologias literárias ou em obras acadêmicas também fazem parte de nossos sonhos. A Editora Mente Aberta te ajuda a “organizar as ideias” e também a publicar seus escritos, como tem feito com muita gente boa ao longo de quase uma década.

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